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Texto, uma editora do grupo LeYa leYa

Alimentação equilibrada

A alimentação em geral está a tornar-se um tema importante e em foco, especialmente nos países mais desenvolvidos.
Ao longo do século XX, os alimentos passaram a sofrer processamentos e transformações que tornam alguns já bem distantes do produto original e a utilização de aditivos, corantes e conservantes artificiais tornou-se comum na indústria alimentar.

No que diz respeito à alimentação das crianças, os adultos e, em particular, os pais, têm uma grande responsabilidade na educação alimentar dos filhos, conscientes de que não é fácil educar o paladar das crianças actuais ou fazer com que apreciem alimentos, eventualmente menos “saborosos” (ou seja, regra geral, menos açucarados) do que os mais queridos entre crianças e jovens.
Mas há algumas tácticas, umas que exigem mais trabalho do que outras, que podem ser aplicadas para tentar condicionar os hábitos alimentares dos mais jovens.

Mas tenha atenção: não pode exigir aos seus filhos que façam o que não o(a) vêem fazer. Para alterar os hábitos alimentares dos seus filhos terá de começar por mudar… os seus. Coma os bróculos, está bem?

Eis então algumas estratégias:

Quem decide a ementa são os pais
Quem enche a despensa e o frigorífico são os pais. Comece por aí. Resista à tentação (na maior parte das vezes) de comprar guloseimas e snacks. Como? Não entrando no supermercado de barriga vazia. Levando uma lista de compras. Não se deixando arrastar pela “febre das promoções”.
Prefira produtos frescos e em cuja confecção possa envolver as crianças lá de casa.

Só se come quando se tem fome
Não se deve forçar a ingestão de comida. Aprenda a respeitar o verdadeiro apetite de cada criança (e o seu). Cuidado com os exageros para mais (como sucede frequentemente em datas festivas) ou para menos.

Nada de “restinhos” ou “comida escondida” no prato
Sirva porções mais pequenas. Se a fome persistir, repita pequenas quantidades. É uma maneira fácil de deixar o prato limpo.

“De pequenino se torce o pepino”
Achar que os seus filhos não gostam dos alimentos de que os pais ou os avós não gostam é um grande erro. Não seja egocêntrico e aposte em variar sabores, experimentar comidas novas e diferentes formas de confecção. Em pequenas porções (não entre logo “a matar”).
A palavra-chave é variedade e não quantidade.

Aprender a gostar
Observe os seus filhos a comer fora de casa: na escola, em casa de amigos ou de familiares. Verá que, frequentemente, perante uma comida nova que os adultos também comam, o seu filho não reage mal.
E se os seus filhos, em casa de alguém, mesmo antes de terem a oportunidade de provar o(a) ouvem dizer: “Acho que ele(a) não gosta disso...” – então está a convidá-los abertamente a não comer, a não experimentar. Seja forte. Não diga nada e espere para ver o que acontece. Poderá ficar surpreendido(a)

Abaixo as bolhinhas
As bebidas gaseificadas têm grandes quantidades de açúcar, estando o acentuado sabor doce disfarçado pelo gás aí dissolvido. Elas possuem um baixo valor alimentar e uma elevada contagem de calorias. Prefira sumos naturais, ou... água. Determine o consumo dessas bebidas apenas em situações pontuais.

Uma sobremesa não é uma refeição
Uma guloseima, às vezes, não faz mal. Mas bana o hábito de consumi-las antes das refeições ou quando se tem fome. Não use doces como “recompensas” para as crianças nem como subornos para acabar com uma birra.

Dar o exemplo
As crianças imitam os adultos. Não é justo que exija o que não consegue fazer.

Comer é uma “experiência social”
A origem do verbo “comer” significa “estar com” (do Latim cum essere). Esteja com os outros enquanto come. Não esteja com a televisão. Converse, ria. Não faça do acto de comer o centro da refeição.
E se os seus filhos comem devagar, ou pouco, lembre-se que essa pode ser a sua estratégia para chamar a atenção dos pais. Não deixe que a estratégia seja bem sucedida.